Conta-se de tudo para vencer a miséria dos dias
Conta-se as horas,conta-se segundos
Conta-se vantagens
Sem perceber o quanto é claustrofóbica a sensação
De assistir or órgãos minguando,desisitindo
Acordar à noite com dor,com tosse,com ânsia
Saltar do sono como se dormir causasse perda
Quando amanhece,a sensação de que se perdeu mais uma carta do jogo
Talvez uma carta imortante,de valor inestimável
Entre ases e coringas, tempo é o símbolo que mais se assemelha à morte
Que muda de cara conforme a data
Que sai do controle,que choca e desespera
Somos todos soldadinhos com tapa-olho
Movimentando-se mecanicamente para um fim já planejado
Pulando obstáculos,de armas em punho
Sorrimos para que a luta não pareça tão árdua
Pois demos a ela essa cara
Choramos para fingir desistência
Agitamos bandeiras vazias,falamos preces estúpidas
Queremos sempre mais
Queremos sempre melhor
A eterna insatisfação daquele que perde o alvo
Passando a atirar em várias direções
Soldadinhos infantis,desengonçados
Fracos,assolados pelo frio e a fome
Sozinhos e pálidos
Parece ser vazia assim a grande proposta dos portadores da razão
Lutando contra a consciência
Cedendo a desejos sem escrúpulos
Mantendo viva uma chama que já não ilumina,nem aquece
Apenas arrasta-nos para frente
Alguns metros por dia
Mas jamais volta atrás
Nem retrocede.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
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