Como o que flui nas veias
Nada é puro e concreto
Uma dúvida trai a simplicidade de um gesto
Trai a veracidade de um desejo
Nada do que vive é uno
Nada do que sobrevive é livre de estigma
Um pequeno ponto,um sinal gráfico,um suspiro apenas
Transforma em abismo o que antes parecia apenas uma depressão
Os órgãos já não se encadeiam
Os sinais vitais desfalecem
As aspirações vão ao vento
Voltam à origem
Uma decepção que sucede a dúvida
Um animal irrequieto,acuado
Pedaços de coisas que já foram inquestionáveis
Que hoje flutuam como os odores e vapores
Sem poder juntar-se e parir algo sólido
Nada como o instante em que surge a morte
Abraçada a um pergunta
Uma pergunta trágica e direta
Que não se pode encarar a resposta
Não se pode resgatar o que já foi dito
Nem se pode cair nas amarras do arrependimento
Não se pode nada
Apenas humanizar-se
Despencar da linha que separa o pesadelo do sonho
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
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2 comentários:
credo
as coisas q tu tem escrito se chocam assustadoramente comigo
parece q eu escrevi
beijo do mano
Acho que é porque tenho vivido muitas delas contigo!Hehehehe...
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