sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Dor

Sempre que uma dor surge,vem já hospedando um desespero
Vem já rompendo linhas,esmagando sorrisos
A dor nunca vem só
Não sabe andar sem companhia,pois pode esquecer de doer
A dor é negra como um corvo
Ensurdece,apaga o calor e deixa o frio como rastro
Um frio que ninguem mais sente
Assim como a dor vem,ela some
Não espera vontades e remédios
Ela vem a passos curtos,e some a passos largos
A dor atrapalha,machuca,espezinha
Seja que dor for
Da mais lancinante à mais irremediável
Da mais clara à mais velada
A dor enegrece o dia
Não permite que o bem escoe
Não permite que o mal se enterre
A dor vem para lembrar a qualquer um
Que ela vence a todos.

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