Se as razões que te apresento são falhas,dá-me forças para convencer-te
Se me deres as forças,dá-me tambem os caminhos a seguir,porque eu os desconheço
Faz de mim então um brinquedo maleável,uma peça de decoração
Mas tapa-me os ouvidos,e enche minha alma de perguntas
Para que assim me distraia a resolvê-las
Se não aceito agrados,não aceito tambem insultos,porque a ti jamais insultei
Se não há carne que te apeteça,por favor,não uses minha para conformar tua fome
Não quero que meus dias se esvaeçam servindo a um mestre que não dá sentido à minha servidão
Não posso querer um destino calçado em pés caminhantes,que me arrastam como as ondas
Dá-me então qualquer sorriso,qualquer sinal
Que me faça acreditar que vivo,que não padeço apenas
Dá-me um urro,um pedido de misericórdia
Um desassossego feliz
Convence-me de que não enlouqueci
Arranca-me os cabelos e as peles,desde que me cubras de rosas ao fim do percurso
Se não tenho pranto a chorar,não tenho fome a amargar
Dá-me então uma resposta que me satisfaça
O quanto devo já não vale o quanto quero
E o que quis não me traz arrependimento
Mas o falsejo de meus gritos,o arqueio de minhas costas estão aí para provar
Que vivo porque preciso
Que escolho porque não tenho escolha
Dá-me então uma chama de liberdade
Mostra-me que decido porque mereço
Que das brasas já retirei o fogo
Que amo porque assim me realizo.
terça-feira, 21 de julho de 2009
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Um comentário:
Lindo, profundo!Incrivel como as palavras são duras e ao mesmo tempo suavez. Uma suavidade madura, racional. Bela poesia.
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