quinta-feira, 2 de julho de 2009

O livro

Mesmo ontem quando tudo parecia meio cinzento
Quando a chuva fina ainda agredia a pele macia
Parecia ainda que o tempo de desatar velhos nós estava próximo
Parecia que as coisas de épocas passadas ainda estava em suspenso
Sobrevoando as cabeças que apontam para o infinito
Agora que o tempo esgotou
O gargalo afinou
A festa ienesperadamente acabou
O pensamento ficou lento e não atinge mais o grau de loucura
Nem tem velocidade para ir tão longe com o fôlego disponível
Tudo que sempre figurou como importante
Hoje é apenas o prefácio de um livro escrito às pressas
Que goza de um enredo sólido e sufocante
Bem como os enredos de obras fascinantes
Deixadas por mortos-vivos
O grande segredo caiu por terra
Não que tenha sido revelado
Apenas deixou de ser misterioso
Para tornar-se claro como o dia
Sem que o escritor movesse a pena
As páginas escritas reviram-se descansadamente
E as palavras dançam como insetos de verão
Em torno de uma bela luz
Que em breve acenderá a lâmpada de cabeceira
Para começar um novo capítulo
Agora sem insinuações de verdade
Nem sentimentos esfumaçados
Mas sim o concreto,o tocável
Que pode ser vivido.

Um comentário:

Prof. Ademar Oliveira de Lima disse...

Estive por aqui em visita ao seu blog e aprender um pouco com você!!Abraços Ademar!!