Quisera que os montes fossem pura terra
Que mesmo as águas fossem sinais de percursos possíveis
Bastando assim atirar-se a um barco e navegar sem preocupar-se com a profundidade
Nem com as curvas do rio
Nem com meandros de um curso dágua
Da janela vejo apenas um fio de lamento
E ouço nada mais que um sussurro
Uma voz que segreda mistérios ao ouvido
Sempre que a tarde se vai
Como um simples desmoronar de gracejo fútil
Como um vasto anoitecer diante do sol já não tão ardente
Vai-se assim um presente
Dá lugar a um porvir sem feições destinguiveis
Ao passo que os mortais seguem a dançar
Sem ritmo,sem poesia
Apenas com os braços abertos
A receber o que lhes foi destinado
Com dúvidas e perturbadoras incertezas
Mas á espera de um novo dia.
sábado, 22 de agosto de 2009
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