Já faz horas que o mundo anda por fora
Tentando estar por dentro
Como se portasse uma sídrome de gravidade indiscutível
Doença perigosa e fértil que se espalha em veias e sangues.Uma doença que cega a todos,e priva dos sentidos essenciais o mais estável dos seres.Nem bebedeira,nem placebo,nem paliativo...
De são e verdadeiro só sobrou a arte...a expressão,o extravaso,o limite.Seres reféns de um dia que não raia,de um sol que não se deita,de um caminho que não cessa.
Invade a mim e a todos uma doença com cara e defeitos...uma doença de pele macilenta,de gosto azedo e odor fúnebre!Somos agora reféns de uma febre dolorida de correr de dia...de não sonhar à noite.
Somos bens perecíveis apenas...apodrecemos vagarosamente em vida,na tentativa de atrasar a morte.Estamos cegos e empobrecidos de espírito.Nossas mais profundas manifestações humanas tornaram-se "frescura" e nossos mais caros desejos transformaram-se em "bens de consumo".
Frutos de um pretérito perfeito servil e comandado
Que assim permanecerá até que sejamos extintos e nossa história seja resgatada e recontada por seres sementes de nós.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
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