terça-feira, 16 de março de 2010

Orgulho e rancor

Algum sábio dia desses falou
Que o rancor é do tamanho do orgulho de cada um
Não que a humildade seja peça que salve um jogo
Mas o rancor dá armas ao adversário
A humildade eleva o espírito
Mas se usada para mentir,macula a nobreza da atitude
O rancor e o orgulho são irmãos de sangue
Gerados no útero de uma mãe torpe
Que nada distingue,que nada absorve
Nasce primeiro o orgulho,e a trote atrás surge o rancor
Já banhado em sangue,mas que já não chora
De mãos dadas,numa infância dramática
Ambos enganaram,se esconderam,trapacearam e até roubaram
Cada passo dado pelo orgulho,era medido e repetido pelo rancor
Que dava a tudo um tom mais sombrio com o passar do tempo
O orgulho nunca esquecia as mágoas
Como bom irmão, rancor não só lembrava de todas,como tambem remoía...jogava em face
Chegados à idade adulta,ambos mal podiam encarar-se
O orgulho não podia abaixar-se para mirar o irmão
Nem rancor admitia levantar a face e ser olhado de cima
Orgulho fuigu de casa
Rancor não pôde mudar-se
Orgulho desbravou o mundo...foi bom,foi mau...foi herói e bandido...
Rancor nunca pôde mexer-se
Seu corpo adoeceu
Teve braços e pernas amputados
Já não chorava,pois nunca soube arrepender-se
Orgulho nunca voltou ao lar
Nunca buscou notícias
Rancor ali ficou,alimentando sua dor.

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