sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ciclos

Sempre que o universo me disse não
Fingi que não ouvi
Mas tambem não insisti
Andei mais algumas milhas
Me alimentei de me meu suor e meu desejo
Percebendo que tudo dava errado
Mas ainda não era a morte
Sempre que o acaso me flagrou
Fingi que já sabia
Mas não me privei da surpresa
Celebrei o quanto pude
Cada etapa da minha glória
Mas tambem tive de remoer algumas perdas
Que embora não fossem irreparáveis
Tiveram o poder de inaugurar uma nova cicatriz em minha existência
Como qualquer mortal,sempre vivi entre a vontade e a preguiça patológica
Mas as oportunidades que me serviam eu abracei
Sempre que uma dor qualquer me assaltou
Eu não deixei que se apossasse de mim
Mas tambem não reneguei minha culpa
Nem esperei um remédio milagroso
Apenas fiquei calma e esperei que o ciclo se completasse
Não sou exemplo de boa conduta
Não sou a carne nem o espírito
Minha força não é permanente
Apenas faz plantões longos
E nos intervalos não salvo almas
Nem protejo a minha própria.

Um comentário:

Anônimo disse...

Tens toda razão! Aceitar perdas, erros, surpresas, o que nos é tirado e/ou dado. Essa é a beleza da vida! Se não aceitamos, estamos indo contra a ordem natural das coisas!
Curioso que sonhei com vcs hoje. Vcs moravam numa casa na beira da lagoa (beira mesmo!) e estavamos preparando um almoço.
Me despertei e a primeira coisa que fiz foi abrir o teu blog e, veja só, depois de muito tempo e exatamente hoje, postaste um ótimo texto de reflexão!
Beijos e saudade!
diegodelarocha