Algum sábio dia desses falou
Que o rancor é do tamanho do orgulho de cada um
Não que a humildade seja peça que salve um jogo
Mas o rancor dá armas ao adversário
A humildade eleva o espírito
Mas se usada para mentir,macula a nobreza da atitude
O rancor e o orgulho são irmãos de sangue
Gerados no útero de uma mãe torpe
Que nada distingue,que nada absorve
Nasce primeiro o orgulho,e a trote atrás surge o rancor
Já banhado em sangue,mas que já não chora
De mãos dadas,numa infância dramática
Ambos enganaram,se esconderam,trapacearam e até roubaram
Cada passo dado pelo orgulho,era medido e repetido pelo rancor
Que dava a tudo um tom mais sombrio com o passar do tempo
O orgulho nunca esquecia as mágoas
Como bom irmão, rancor não só lembrava de todas,como tambem remoía...jogava em face
Chegados à idade adulta,ambos mal podiam encarar-se
O orgulho não podia abaixar-se para mirar o irmão
Nem rancor admitia levantar a face e ser olhado de cima
Orgulho fuigu de casa
Rancor não pôde mudar-se
Orgulho desbravou o mundo...foi bom,foi mau...foi herói e bandido...
Rancor nunca pôde mexer-se
Seu corpo adoeceu
Teve braços e pernas amputados
Já não chorava,pois nunca soube arrepender-se
Orgulho nunca voltou ao lar
Nunca buscou notícias
Rancor ali ficou,alimentando sua dor.
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Nada novo
Nada novo
nada novo,me diz meu amigo inconsciente
Nada que mereça atenção,nem menção
Nada novo em uma vida pode significar a derrota absoluta
Nada velho tambem é problema
Enquanto eu rasgava papéizinhos no último carnaval
Metade do país aproveitava para ser o que sempre desjou ser
Bem...posso dizer que neste carnaval sem bailes nem samba
Eu também fui o que sempre quis ser
Cada um à sua esquisita maneira
Cada um com aquilo que lhe resta
A mim restam mais carnavais do que eu já vivi
Restam natais e encontros ilusórios com coelhos da páscoa
Não cabem em meus dedos os anos que ainda tenho para viver
Não lamento o que já desfrutei
Viveria mais ainda do que me resta
Seme fosse dada a oportunidade
Teria mais algumas dúzias de bebês
Ajudaria o mundo a aceitar que nada novo pode significar tambem "tudo em paz".
nada novo,me diz meu amigo inconsciente
Nada que mereça atenção,nem menção
Nada novo em uma vida pode significar a derrota absoluta
Nada velho tambem é problema
Enquanto eu rasgava papéizinhos no último carnaval
Metade do país aproveitava para ser o que sempre desjou ser
Bem...posso dizer que neste carnaval sem bailes nem samba
Eu também fui o que sempre quis ser
Cada um à sua esquisita maneira
Cada um com aquilo que lhe resta
A mim restam mais carnavais do que eu já vivi
Restam natais e encontros ilusórios com coelhos da páscoa
Não cabem em meus dedos os anos que ainda tenho para viver
Não lamento o que já desfrutei
Viveria mais ainda do que me resta
Seme fosse dada a oportunidade
Teria mais algumas dúzias de bebês
Ajudaria o mundo a aceitar que nada novo pode significar tambem "tudo em paz".
terça-feira, 9 de março de 2010
Doce vagabundo
Um doce vagabundo de orelhas caídas e calças boca larga.É esse o holograma que vejo quando ouço a música do passado não tão distante e do gosto não tão refinado.Um preto belo,bela voz...um amigo sincero,um drinque logo após.Chapéu de tricô,cabelo sujo e corpo flexível.Cheira a fumaça suspeita,hálito de vinho barato...bom amigo,bons tempos,boas surras de álcool.Lá se vão alguns anos desde que deixei um vagabundo para trás e junto com ele uma aura de magia juvenil,uma disposição que não encontro mais...sou sempre vencida covardemente pelo sono ou pela fome...o doce vagabundo não tinha horário e nem frescura...qualquer dia era dia,qualquer comida enchia a pança...eu vim correndo e ele ficou lá na esquina...cigarro entre os dedos finos,roupa surrada e um sorriso inabalável.Juventude é um bem não-durável,portanto cuidado...o vagabundo de cada um pode escapar com os anos.
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