Isabela hoje é meu sol,minha luz
Um presente enviado pelos anjinhos mais caprichosos
Sent by Angels
Isabela é o prazer de minhas madrugadas
Me acorda e me deixa de olhos vidrados sentido a sensação
Não é uma droga alucinógena
Isabela aparece diversas vezes ao dia,mas sempre sei onde ela está
Isabela me faz chorar sem culpa,sem motivo
Isabela ainda não tem rosto nem personalidade
Mas tem uma matriz forte
Isabela me faz sentir dores lancinantes
Mas sucumbo aos prazeres a que me lança
Isabela não é uma orgia romana
Isabela e um dom,um presente
Isabela tem todas as cores de um arco-íris
Meu chão,meu pulsante coração
Isabela regula meus absurdos
Regula meus exageros
Acaba com meus nojos e ascos
Minha luz...minha filha
Isabela nem chegou mas o sol já a anunciou
Isabela chega logo,traz a paz e tudo o que possa ser incondicional em mim
Sou incondicionalmente mãe dela
Da minha bela Isabela
Minha criança tão desejada,tão cheia de missões
Minha luz
Minha filhinha.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Furturo
À medida em que as tardes vão se esvaindo
E as marcas de uma indecisão passada vão-se apagando
Passam a ter lugar as certezas
As esperanças e a noção do que é ou não reversível
O que se pode ou não trazer de volta parece tão claro
Que quase vislumbra-se o furturo
Sim o FURTURO...porque o futuro em si furta
Rouba-nos a chance de fantasiar,de tentar novamente
O furto que mais causa sensação de perda,que mais causa tristezas
Quando o ontem vira hoje,o amanhã torna-se cada vez mais próximo e mais curto
O tempo parece levar consigo a capacidade de decidir
De ousar,de ser desaforado
Quando o ontem vira hoje veste-se a máscara e fecha-se os olhos
Na esperança de disfarçar o que não foi feito
E o que foi mal feito
O furturo está presente desde o ontem
E assombrará os amanhãs...sempre
Leva embora o brilho dos olhos
Apaga as cores de nossos rostos
E grita em nossos ouvidos fazendo ameaças
Mas quando ele chega de verdade e resolvemos encará-lo
Acaba o medo,acaba o pânico,acaba a busca
Quando aceitamos o furturo
A vida torna-se mais digna,mais suave
Mais velha
Perde-se a chama
Mas ganha-se a serenidade
A calmaria.
E as marcas de uma indecisão passada vão-se apagando
Passam a ter lugar as certezas
As esperanças e a noção do que é ou não reversível
O que se pode ou não trazer de volta parece tão claro
Que quase vislumbra-se o furturo
Sim o FURTURO...porque o futuro em si furta
Rouba-nos a chance de fantasiar,de tentar novamente
O furto que mais causa sensação de perda,que mais causa tristezas
Quando o ontem vira hoje,o amanhã torna-se cada vez mais próximo e mais curto
O tempo parece levar consigo a capacidade de decidir
De ousar,de ser desaforado
Quando o ontem vira hoje veste-se a máscara e fecha-se os olhos
Na esperança de disfarçar o que não foi feito
E o que foi mal feito
O furturo está presente desde o ontem
E assombrará os amanhãs...sempre
Leva embora o brilho dos olhos
Apaga as cores de nossos rostos
E grita em nossos ouvidos fazendo ameaças
Mas quando ele chega de verdade e resolvemos encará-lo
Acaba o medo,acaba o pânico,acaba a busca
Quando aceitamos o furturo
A vida torna-se mais digna,mais suave
Mais velha
Perde-se a chama
Mas ganha-se a serenidade
A calmaria.
Arte
Os artistas aqui estão para cantar coisas
Que as frases não dizem
Para levar aos céus aquele que teme voar
Para fazer esquecer aquilo que se faz lembrar
Para cantar em versos o que não se pode falar
Para preencher vazios que uma palavra não pode calar
Para libertar seres que a virtude não permite mostrar
Na música,na tela,nas cores,nas palavras
Ou em simples sinais gráficos querendo dizer algo
Que uma alma sã não sabe decifrar
Um som ao fundo irradia um êxtase
Uma cor margeia uma lembrança
Um movimento imperceptível de pernas e pés
Faz ruir um solo e erigir uma expressão
A arte não revela segredos e nem decifra intimidades
A arte passa por todos como um veículo em movimento
Que ruma para o interior desconhecido
Onde só embarcam aqueles que tem sensibilidade
Que não só sentem com os cinco sentidos
Mas com todas as terminações nervosas.
Que as frases não dizem
Para levar aos céus aquele que teme voar
Para fazer esquecer aquilo que se faz lembrar
Para cantar em versos o que não se pode falar
Para preencher vazios que uma palavra não pode calar
Para libertar seres que a virtude não permite mostrar
Na música,na tela,nas cores,nas palavras
Ou em simples sinais gráficos querendo dizer algo
Que uma alma sã não sabe decifrar
Um som ao fundo irradia um êxtase
Uma cor margeia uma lembrança
Um movimento imperceptível de pernas e pés
Faz ruir um solo e erigir uma expressão
A arte não revela segredos e nem decifra intimidades
A arte passa por todos como um veículo em movimento
Que ruma para o interior desconhecido
Onde só embarcam aqueles que tem sensibilidade
Que não só sentem com os cinco sentidos
Mas com todas as terminações nervosas.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Que sofrimento!
Imagine que seu esôfago é uma seringa estreita com diâmetro preparado para receber apenas líquidos e alimentos bem mastigados.Dentro da seringa há um êmbolo macio que percorre suavemente as paredes do seu esôfago,que em seu estado normal é representado pelos gases que liberamos após engolir algo(o arroto mesmo!).Essa é a descriçao que faço do meu aparelho de deglutição durante e madrugada,quando estou com fome mas o frio não me permite sair da cama para beber um copo d´água sequer.Mas durante as demais horas do dia,já desenhei em minha mente como se parece o meu pobre órgão.Lá vai: imagine que seu esôfago é uma seringa da finura de uma agulha de costura,por onde já não passam mais líquidos e muito menos alimentos triturados.Dentro dele há um êmbolo da grossura de uma agulha de tricô incandescente que se movimeta com uma frequência enervante.Na extremidade deste êmbolo está uma pedra do tamanho de uma bolinha de pingue-pongue cheia de espinhos também incandscentes que insistem em atravesar uma agulhinha de costura frágil e despreparada.Logo abaixo da seringa está um mar de lava em estado de movimentação intensa que me faz enxergar todas as estrelas do firmamento,que seria o meu estômago.Percebe-se que durante a já mencionada madrugada consiste hoje no meu unico momento e alívio durante o dia.Alguem arrisca um palpite sobre o mal que anda me afligindo?Acrescento ainda que estou grávida,e que meu estômago sofre pressão de cima para baixo.E então?Ninguem sabe?Para os beberrões de plantão e para os adoradores de pastéis e croquetes de rodoviária apimentados com cerveja,e tambem para os amantes de molhos condimentados,devo toda a minha solidariedade,pois estou sofrendo diariamente e hora após hora da queimação mais horrorosa que um organismo pode sentir...meu suco gástrico está gritando vitorioso,ás portas do escaldante inferno dos pecadores da gula que estou MORRENDO DE AZIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
domingo, 14 de junho de 2009
Inverno
Depois de um feriado de tempo sombrio e gelado
Eis que surge um domingo quente,ensolarado e sem vento
Assim mesmo como eu disse...um dia maravilhoso que me permitiu espalhar minha volumosa barriga ao sol,caminhar e não sentir dores no corpo de tanto me encolher de frio.E o pior de tudo é que já adivinhei uma segunda-feira tambem maravilhosa na qual estarei trabalhando sem poder curtir o solzinho.E quando estiver em casa,vão sobrar algumas horas mais de dia e logo a noite vai despencar fria e escura no meio da minha testa.Se tem uma coisa que detesto mais que falta de dinheiro e dor de cabeça é a porcaria do inverno!!!A gente passa entrouxado,à moda boneco de neve,o nariz sempre escorrendo,à moda criança de creche,o corpo dolorido,à moda velha reumatica,procurando sol quente à moda dos répteis e ainda por cima,não bastando essa droga toda,tem que ir trabalhar e levantar às 6:30 da manhã!Eu realmente não consigo controlar meu mau-humor quando chegam as 16:00hs e vejo que está na hora de fechar a casa,recolher a roupa,e se socar dentro de casa!Um saco!!!A gente entra cedo para dentro de casa e tem que se conformar em sair cedo de casa tambem!!!
Chego a sonhar com atestados médicos,licenças-saúde,obras na escola....quem sabe até uns 3 dias de luto por morte de um colega de trabalho...se eu pudesse escolher qual deles...
Eis que surge um domingo quente,ensolarado e sem vento
Assim mesmo como eu disse...um dia maravilhoso que me permitiu espalhar minha volumosa barriga ao sol,caminhar e não sentir dores no corpo de tanto me encolher de frio.E o pior de tudo é que já adivinhei uma segunda-feira tambem maravilhosa na qual estarei trabalhando sem poder curtir o solzinho.E quando estiver em casa,vão sobrar algumas horas mais de dia e logo a noite vai despencar fria e escura no meio da minha testa.Se tem uma coisa que detesto mais que falta de dinheiro e dor de cabeça é a porcaria do inverno!!!A gente passa entrouxado,à moda boneco de neve,o nariz sempre escorrendo,à moda criança de creche,o corpo dolorido,à moda velha reumatica,procurando sol quente à moda dos répteis e ainda por cima,não bastando essa droga toda,tem que ir trabalhar e levantar às 6:30 da manhã!Eu realmente não consigo controlar meu mau-humor quando chegam as 16:00hs e vejo que está na hora de fechar a casa,recolher a roupa,e se socar dentro de casa!Um saco!!!A gente entra cedo para dentro de casa e tem que se conformar em sair cedo de casa tambem!!!
Chego a sonhar com atestados médicos,licenças-saúde,obras na escola....quem sabe até uns 3 dias de luto por morte de um colega de trabalho...se eu pudesse escolher qual deles...
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Ciclos
Sempre que o universo me disse não
Fingi que não ouvi
Mas tambem não insisti
Andei mais algumas milhas
Me alimentei de me meu suor e meu desejo
Percebendo que tudo dava errado
Mas ainda não era a morte
Sempre que o acaso me flagrou
Fingi que já sabia
Mas não me privei da surpresa
Celebrei o quanto pude
Cada etapa da minha glória
Mas tambem tive de remoer algumas perdas
Que embora não fossem irreparáveis
Tiveram o poder de inaugurar uma nova cicatriz em minha existência
Como qualquer mortal,sempre vivi entre a vontade e a preguiça patológica
Mas as oportunidades que me serviam eu abracei
Sempre que uma dor qualquer me assaltou
Eu não deixei que se apossasse de mim
Mas tambem não reneguei minha culpa
Nem esperei um remédio milagroso
Apenas fiquei calma e esperei que o ciclo se completasse
Não sou exemplo de boa conduta
Não sou a carne nem o espírito
Minha força não é permanente
Apenas faz plantões longos
E nos intervalos não salvo almas
Nem protejo a minha própria.
Fingi que não ouvi
Mas tambem não insisti
Andei mais algumas milhas
Me alimentei de me meu suor e meu desejo
Percebendo que tudo dava errado
Mas ainda não era a morte
Sempre que o acaso me flagrou
Fingi que já sabia
Mas não me privei da surpresa
Celebrei o quanto pude
Cada etapa da minha glória
Mas tambem tive de remoer algumas perdas
Que embora não fossem irreparáveis
Tiveram o poder de inaugurar uma nova cicatriz em minha existência
Como qualquer mortal,sempre vivi entre a vontade e a preguiça patológica
Mas as oportunidades que me serviam eu abracei
Sempre que uma dor qualquer me assaltou
Eu não deixei que se apossasse de mim
Mas tambem não reneguei minha culpa
Nem esperei um remédio milagroso
Apenas fiquei calma e esperei que o ciclo se completasse
Não sou exemplo de boa conduta
Não sou a carne nem o espírito
Minha força não é permanente
Apenas faz plantões longos
E nos intervalos não salvo almas
Nem protejo a minha própria.
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