Quase como um suspiro,o ano já se vai porta afora
Mais um ano vivido,menos um ano a viver
Muitos dias de apreensão,outros de extrema curiosidade
Sem pressa...impacientes
Na corda fininha que sustenta o ser e limita o agir
Irreverência do tempo...deboche do destino
Foi-se um molho de dias mecânicos
E mais um outro de sopapos de intensa satisfação
Como estar ensaboado,escorregadio
Fechar os olhos e mesmo assim enxergar o brilho
Quem repara no tempo sabe o quanto vale um toque
Ou o quanto pode ser decisivo um dia,uma hora...um minuto?
A inquestionável coincidência de compartilhar uma era com bilhões de mortais
Que não se conhecem,que perderam a memória por um segundo
Que perederam-se no espelho
Pobres anos que virão e passaram há tempos
Servindo de cenário para um punhado de vidas
Andando em círculos enclausurados num calendário.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
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