Hoje em dia sou um pouco menos que um desaforado...um homem que perdeu passado,piso em cima do presente e nada sei do meu futuro.Meus planos são como um filme que nunca será exibido e minha família nem sequer sabe mais quem sou.
Ontem fui alguem vibrante,jovial...fui infinito enquanto estive em terreno sólido...hoje meus pés afundam em lama e sinto que jamais conseguirei limpar meus sapatos...carrego uma culpa que não sei se mereço...pago por um pecado que cometi por imaturidade...sou triste e trágico...perdi minha identidade,perdi meus projetos de vida...perdi coisas importantes...não sei se posso ainda recuperar qualquer delas,pois mesmo a esperança de que isso aconteça me causa temor.Mas tenho ainda um tesouro...meu tesouro vive na ingenuidade...respira,sorri e é minha unica fonte de vitalidade....meu tesouro sobrevive a tudo o que eu quis matar e enterrar dentro de mim...me mantem vivo e imerso em responsabilidades que aceito de bom grado...minha única e imortal razão de existir...devo a ti meu grande amor todo o meu suor e meu sofrimento.Mal sabes o quanto me és caro e necessário...mal sabes o quanto sou capaz de morrer e rensacer em teu nome...já que o mundo que construí ruiu,apenas tu restaste dos escombros.Já reneguei a casa de meus pais...já expulsei do peito minha infância...já deixei os anos levarem meus sorrisos...já chorei a perda de meus irmãos de sangue...pouco me resta ainda...vejo mais espírito em minha imagem refletida do que em minha própria pessoa...vejo mais humanidade nas minhas palavras do que em minhas atitudes...vejo mais mentiras povoando meus dias do que em minha própria boca.Já não minto porque esqueci o que era verdadeiro
Já não brinco porque já esqueci como é pensar em coisas alegres
Já não desejo porque nada me apetece mais do que um passado morto
Já não enterro meus mortos porque não tenho coragem de abandoná-los
Porque de certa forma eu morri tambem
E enquanto aqueles que me amam choram minha morte
Eu me perco em armas e punhais
Feridas e desgastes
Tentando desesperadamente morrer outra vez.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
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