Uma adivinhação para quem gosta de exercitar o cérebro e a criatividade:
"Alberto é um viúvo.Perdeu a esposa num acidente durante um cruzeiro marítimo,no qual o imenso navio naufragou à moda Titanic.Ele,a esposa e vários sobreviventes conseguiram nadar até uma ilha completamente árida,habitada apenas por pássaros litorâneos.A esposa de Alberto veio a falecer após horas em alto-mar,chegando à costa já morta.Lá,Alberto e os demais náufragos permaneceram por cerca de 15 dias até que chegasse o resgate.
Após retornar à cidade onde residia antes do acidente,teve como primeira providência entrar em um restaurante e pedir carne de gaivota.Após provar o prato,deixou-o ainda cheio e abandonou o restaurante tomado de uma grande tristeza e desespero.Alberto havia acabado com uma dúvida que o torturava desde a morte da esposa.Chorou durante horas de mágoa,arrependimento e de dor."
Perguntas:
1-Por quê Alberto quis provar a carne da gaivota?
2-Por quê Alberto não quis terminar a refeição?
3-Qual era a dúvida de Alberto?
4-Por quê Alberto chorou após provar o prato?
Essa adivinhação me foi prposta há mais de 15 anos.Sempre gostei muito dela por me causar um certo desconforto e tambem por me fazer pensar com calma na situação.É um bom exercício e vale a pena pensar um pouco.Boa sorte!
Em 3 dias colocarei a resposta nos comentários para aqueles que desistirem ou cansarem!Até lá,espero que deixem suas suposições.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Interativa
Um homem sem nome nem face caminha pela cidade pela primeira vez.Nunca havia visto tantos urros de motores,nem tantas pernas e meia-calças circulando livremente sem um par de calças ao lado.O homem sem face está entre o riso e o susto.Pára,esfrega os olhos,e segue a andadura.É meio-dia e já ruge um leão em seu ventre.Pensa nos sabugos de milho cozidos,na carne gorda do suíno recém abatido pulaando na panela de ferro.Anda mais uns metros.Na placa lê:"Almoço completo a R$8,00".Funga,experimenta o cheiro...experimenta o bolso..."R$4,00,mais sessenta centavos do troco da passagem,mais oitenta centavos do troco da água mineral,mais trinta centavos do troco da gasolina do Ford"...conta os dedos de unhas negras e retoma a caminhada.O sol queima-lhe a testa e já pode sentir o cheiro do próprio suor.Pensa no açude fresco,na vara de pesca encostada num canto do galpão.Seca o suor da testa e senta no degrau da loja de roupas.Bolsada na testa,empurrão no braço,olhares de reprovaçãoe um cão como companhia,que se coça ruidosamente."Não tenho dinheiro para um almoço completo".Puxa do bolso um chiclete já mascado,derretido e grudado no brim da calça.Joga na boca o imundo confeito.Sobe as escadas da loja de roupa,aborda a vendedora assustada e pede um copo dágua.Não há agua aqui!
Volta então à rua,ás placas e meia-calças sem par.Caminha rápido,com rumo certo.dobra a esquina e avista o Ford.Entra,arranca e some rua afora.
O que o homem foi fazer na cidade?De onde ele vem?
Deixe sua resposta nos comentários.
Volta então à rua,ás placas e meia-calças sem par.Caminha rápido,com rumo certo.dobra a esquina e avista o Ford.Entra,arranca e some rua afora.
O que o homem foi fazer na cidade?De onde ele vem?
Deixe sua resposta nos comentários.
A morte do poeta
Medo,arremedo
Um grita,outro escuta
Sangra veia,sangra
Sob fio de mil lâminas
Uma banheira em rubi,uma mão suspensa
Medo arremedo
Canelas,pés,joelhos
Roxa solidão
Morte por desafio
Grito de dor sem voz
Uma alma que assobia
Um sol que deita no extremo
Um rádio que chia
Uma voz ao fundo diz
"Não esqueçamos de que o importante é ser feliz!"
Voa, pardal,voa
Leva ao chefe de polícia um recado
De que um morto jaz em junho
Na tarde do santo de barro
Que descansa em cima da cômoda
Exibindo um sorriso plácido
Contempla a cena com sarcasmo
Um fim pouco digno
Uma despedida da empregada
Um copo de conhaque,um cigarro apagado
Um dedo em riste
Soa,cuco,soa
Já se passaram seis horas
O morto não acorda
O azedo da morte não se cala
O ralo, púrpura,não abraça
Sangra,veia,sangra
Mais uma notícia no rádio
Uma cruel voz retumba
Um estrondo anuncia
Mais um conto a ser contado
Mais uma vida que se esgota
Mais uma arte que repousa inquieta
É a morte do poeta.
Um grita,outro escuta
Sangra veia,sangra
Sob fio de mil lâminas
Uma banheira em rubi,uma mão suspensa
Medo arremedo
Canelas,pés,joelhos
Roxa solidão
Morte por desafio
Grito de dor sem voz
Uma alma que assobia
Um sol que deita no extremo
Um rádio que chia
Uma voz ao fundo diz
"Não esqueçamos de que o importante é ser feliz!"
Voa, pardal,voa
Leva ao chefe de polícia um recado
De que um morto jaz em junho
Na tarde do santo de barro
Que descansa em cima da cômoda
Exibindo um sorriso plácido
Contempla a cena com sarcasmo
Um fim pouco digno
Uma despedida da empregada
Um copo de conhaque,um cigarro apagado
Um dedo em riste
Soa,cuco,soa
Já se passaram seis horas
O morto não acorda
O azedo da morte não se cala
O ralo, púrpura,não abraça
Sangra,veia,sangra
Mais uma notícia no rádio
Uma cruel voz retumba
Um estrondo anuncia
Mais um conto a ser contado
Mais uma vida que se esgota
Mais uma arte que repousa inquieta
É a morte do poeta.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Politicagem
Após escrever esse texto abaixo sobre indiferença,que é um tipo de sentimento que eu particularmente desprezo,fiquei pensando com meus botões no quanto somos capazes de disfarçar coisas que sentimos e pensamos para nos safarmos de uma situação difícil.É que costuma-se chamar de "escorregadio".O tal escorregadio é louvado e aplaudido nos dias de hoje.Tornou-se bonito e respeitável safar-se das situações difíceis enrolando,mentindo,disfarçando e omitindo.A famosa "malandragem" cresce forte e sadia dentro de nossas casas,no círculo de nossas relações,e sem saber ,aprovamos esse tipo de comportamento quando fingimos indiferença.Ao mesmo tempo que atiramos dúzias de pedras em nossos políticos e representantes sociais(ou mesmo em nossos vizinhos e conhecidos),alimentamos esse tipo de atitude na nossa convivência quando permitimos que alguem aja dessa forma diante de nossos narizes.Eu costumo chamar esse tipo de pessoas exatamnete de "políticos",pois são pessoas que fazem politicagem descarada,porque aprenderam a se safar dizendo meias verdades,ao invés de expor suas fraquezas e admitir erros banais.
Quando me deparo com esse comportamento,seja em casa ou da parte de meus colegas e alunos no trabalho,jamais deixo de protestar.Exijo humildade e auto-crítica de todos com quem convivo,sejam mais velhos ou não do que eu.É o mínimo que posso fazer para enfrentar e envergonhar pessoas que tentam se dar bem às custas da piedade ou ingenuidade dos outros.
Estou longe de me ver como um modelo de correção moral,e tampouco faço propagandas do meu modo de pensar quando a situação não permite.Me vejo como um ser em construção e destruição constante,que peca e perdoa,tambem se deixa enganar,mas com certeza,jamais se utiliza de subterfúgios baixos para "sair de uma fria".As frias em que nos metemos são produto de nossas atitudes,e devemos ser exigentes e punitivos com nós mesmos.
Quando me deparo com esse comportamento,seja em casa ou da parte de meus colegas e alunos no trabalho,jamais deixo de protestar.Exijo humildade e auto-crítica de todos com quem convivo,sejam mais velhos ou não do que eu.É o mínimo que posso fazer para enfrentar e envergonhar pessoas que tentam se dar bem às custas da piedade ou ingenuidade dos outros.
Estou longe de me ver como um modelo de correção moral,e tampouco faço propagandas do meu modo de pensar quando a situação não permite.Me vejo como um ser em construção e destruição constante,que peca e perdoa,tambem se deixa enganar,mas com certeza,jamais se utiliza de subterfúgios baixos para "sair de uma fria".As frias em que nos metemos são produto de nossas atitudes,e devemos ser exigentes e punitivos com nós mesmos.
Indiferença
A indiferença é um tipo de emoção que se emite e se recebe
A indiferença faz quem recebe seentir-se o último ser do mundo
E o que emite pouco se abala,pois mesmo as consequencias de seus atos
São tratadas por ele mesmo com indiferença
O pouco caso em relação àqueles que nos querem bem minam um dia bom
Destroem uma possibilidade
Mas mesmo assim,permanecemos indiferentes a isso.
Quando as consequências batem à nossa porta,subjugando-nos
Teimamos em não aceitá-las,pois fomos indiferentes tambem quando não levamos em consideração que todos os males que causamos,nos são devolvidos.
A indiferença é um fruto azedo da modernidade,do individualismo
Quando decidimos que somos donos de nós mesmos e senhores de nossas vontades
Estamos sendo infinitamente indiferentes a todos que nos cercam
Elevamos em torno de nossas auras um imenso muro de proteção
Que nos lança aos leões ao mesmo tempo que nos dá a sensação de não sermos percebidos.
Quando se demonstra indiferença com alguem próximo,provocamos o afastamento
E mergulhamos na solidão de nossos próprios planos e e projetos solitários.
Quando fazemos pouco caso da dor de alguem,estamos estabelecendo uma hierarquia de importâncias em nossas convivências
Onde excluimos e incluimos pessoas sem consulta prévia
Sem pensar na importância que cada ser possui em nossas vidas
Relegamos vidas e mágoas ao esquecimento
Preferindo escolher "o que me serve e o que não me serve" ao "que me é caro e insubstituível"
Um grão de areia por vez
Uma lágrima contida,uma luta de egos
Um sofrimento desnecessário,ao qual não se deve dar nome e nem parâmetros
Pequeno,mas que faz volume naquele que sofre
Ser indiferente é escolher aquilo que nos é conveniente,mesmo quando não há escolhas a fazer
É optar sempre pelo cinismo e autopreservação
Abrindo feridas na alma alheia,sem ter capacidade de curá-las
Porque uma ferida causada pela indiferença cresce
Pois aquele que fere acha certa sua opção
Pois sempre vai preferir ferir aos outros e poupar a si mesmo.
A indiferença faz quem recebe seentir-se o último ser do mundo
E o que emite pouco se abala,pois mesmo as consequencias de seus atos
São tratadas por ele mesmo com indiferença
O pouco caso em relação àqueles que nos querem bem minam um dia bom
Destroem uma possibilidade
Mas mesmo assim,permanecemos indiferentes a isso.
Quando as consequências batem à nossa porta,subjugando-nos
Teimamos em não aceitá-las,pois fomos indiferentes tambem quando não levamos em consideração que todos os males que causamos,nos são devolvidos.
A indiferença é um fruto azedo da modernidade,do individualismo
Quando decidimos que somos donos de nós mesmos e senhores de nossas vontades
Estamos sendo infinitamente indiferentes a todos que nos cercam
Elevamos em torno de nossas auras um imenso muro de proteção
Que nos lança aos leões ao mesmo tempo que nos dá a sensação de não sermos percebidos.
Quando se demonstra indiferença com alguem próximo,provocamos o afastamento
E mergulhamos na solidão de nossos próprios planos e e projetos solitários.
Quando fazemos pouco caso da dor de alguem,estamos estabelecendo uma hierarquia de importâncias em nossas convivências
Onde excluimos e incluimos pessoas sem consulta prévia
Sem pensar na importância que cada ser possui em nossas vidas
Relegamos vidas e mágoas ao esquecimento
Preferindo escolher "o que me serve e o que não me serve" ao "que me é caro e insubstituível"
Um grão de areia por vez
Uma lágrima contida,uma luta de egos
Um sofrimento desnecessário,ao qual não se deve dar nome e nem parâmetros
Pequeno,mas que faz volume naquele que sofre
Ser indiferente é escolher aquilo que nos é conveniente,mesmo quando não há escolhas a fazer
É optar sempre pelo cinismo e autopreservação
Abrindo feridas na alma alheia,sem ter capacidade de curá-las
Porque uma ferida causada pela indiferença cresce
Pois aquele que fere acha certa sua opção
Pois sempre vai preferir ferir aos outros e poupar a si mesmo.
sábado, 19 de setembro de 2009
Artigo de luxo
Escrevo hoje um artigo
Um artigo qualquer...um par de meias ou um pardal barulhento
Escrevo um artigo porque o nome soa bonito
É elegante escrever artigos
Escrevo um artigo porque não articulo nenhuma palavra
Assim que as vejo soltas,repercutindo em meus ouvidos
Decido lançá-las num artigo
E assim que as coloco em ordem em uma duzia de linhas
tais palavras ganham a força incontestável de um artigo
Um artigo para quem quiser fazer uma leitura breve e sem compromisso
Que não esteja atento ás figurações de linguagem e nem ás minhas metáforas
Já que as palavras dançam tão suavemente conforme eu as leio
Convido-as a uma valsa suave
Ou a um simples arrasta-pés desconjuntado
Articulo agora alguma coisa
Quem vê minhas linhas escritas pode esperar delas um comentário inteligente
Ou procurar nelas um requinte qualquer de quem tem intimidade com a língua corrente
Mas o fato é que prefiro articular sobre uma dança animada
Do que sobre a guerra dos vícios ou uma sucessão de tragédias.
Um artigo qualquer...um par de meias ou um pardal barulhento
Escrevo um artigo porque o nome soa bonito
É elegante escrever artigos
Escrevo um artigo porque não articulo nenhuma palavra
Assim que as vejo soltas,repercutindo em meus ouvidos
Decido lançá-las num artigo
E assim que as coloco em ordem em uma duzia de linhas
tais palavras ganham a força incontestável de um artigo
Um artigo para quem quiser fazer uma leitura breve e sem compromisso
Que não esteja atento ás figurações de linguagem e nem ás minhas metáforas
Já que as palavras dançam tão suavemente conforme eu as leio
Convido-as a uma valsa suave
Ou a um simples arrasta-pés desconjuntado
Articulo agora alguma coisa
Quem vê minhas linhas escritas pode esperar delas um comentário inteligente
Ou procurar nelas um requinte qualquer de quem tem intimidade com a língua corrente
Mas o fato é que prefiro articular sobre uma dança animada
Do que sobre a guerra dos vícios ou uma sucessão de tragédias.
Historiando...
Ainda ontem me perguntava se fazer uma faculdade de História me traria uma profissão ou se apenas me lançaria ao riso e deboche daqueles que adoram chamar estudantes de Históra de "vagabundos que não querem estudar muito".O fato é que fiz a faculdade sem muita certeza de nada,li obras sensacionais,cresci intelectualmente e como ser humano,além de ,é claro,aproveitar muito o período "acadêmico" para experimentar tudo o que me foi oferecido.Foi muito bom,foi gratificante...convivi com mestres,doutores e professores de qualificação não tão invejável,porém de espíritos bem intencionados e desprendidos.A faculdade me rendeu um título que hoje garante meu sustento,me rendeu um certo respeito,embora ainda não todo o que a profissão de professor mereça,mas acima de tudo,me rendeu uma paixão que é lecionar.Mas o ítem mais importante do "pacote de rendimentos" foi o conhecimento que adquiri através de tudo o que li,de todas as rodas de conversa das quais participei,dos maus bocados que passei para tirar tudo o que precisava para sobreviver de uma mesada paterna e materna.Houve tambem as intermináveis reuniões etílicas e fumacentas com colegas e amigos que às gargalhadas,derrubavam tudo o que os mestres esforçaram-se para enfiar em nossas cabeças.Muitos amigos,muitos assuntos...fui popular e anônima...fui estrangeira e nativa...fui inteligente e vazia.Naquela época a vida quis me mostrar que os caminhos são divertidos e tortuosos,mas que permanecem caminhos com bifurcações imperceptiveis,dentre as quais escolhemos uma.Eu escolhi seguir uma delas e qual foi eu nunca entendi...nem sequer lembro o momento em que escolhi.Não que seja importante lembrar ou ter vivo na memória para um dia ensinar a alguem,mas gostara de simplesmente saber em qual ponto eu decidi ser o que sou hoje,nem que seja para escolher de novo o mesmo curso caso um dia tenha a oportunidade de viver tudo de novo.
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