sexta-feira, 3 de setembro de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Me apresento



Olá a todos
Me chamo Isabela e tenho 6 meses de idade.Adoro estraçalhar jornais e revistas,tomar suco de laranja com mamão e comer papinha.Tenho preferência por temperos exóticos,como o louro no feijão.Gosto tambem de fazer cocô em fralda rece´m trocada e fazer xixi em cima da cama de meus pais.Já sei sentar sozinha e sacudir o móbile de elefantes.Gosto muito do Pateta de borracha que ganhei de meu dindo Diego antes mesmo de nascer.Sou meio birrenta para dormir...não gosto de dormir enquanto meus pais estão acordados pois me sinto excluída.Se querem que eu durma,que durmam tambem,ora!Modéstia á parte,sou linda mesmo e não gosto que me comparem com a cara feia e murcha dos meus pais...sou única e exijo respeito!Minha mãe não gosta que me chamem de gorda(minha mãe é uma boba mesmo) mas eu não me inporto muito.O que vale para mim mesmo é comer bem e o mais seguido possível.Não gosto de roupas apertadas nem de chapéu ou faixa na cabeça.Nada a ver com vaidade...não me sinto bem e pronto.Acordo sorrindo,durmo de lado,me enrolo no mosquiteiro e me destapo à noite.O frio tem me feito dormir mais durante o dia e acabo não tendo sono de noite...isso deixa minha mãe meio nervosa,não sei porquê.
Bem,agora está na hora da minha ultima mamadeira da noite...peço licença a todos,pois vou me retirar.
Assim que minha mãe largar do meu pé e deixar eu mexer no computador,volto a dar notícias minhas.
Abraços e desejo muito leite,brinacadeiras e passeios de carrinho a todos.

domingo, 25 de abril de 2010

Salupa e o assovio

De uns meses para cá,Salupa aprendeu a assoviar.Nunca havia conseguido direcionar o sorpo da maneira correta para emitir um som que julga parecerse com o dos pássaros.Seus olhos irradiavam vitória e felicidade enquanto andava pela praça assoviando e saltitando,sentindo-se um canário emplumado e afinado.Salupa sentia-se graciosa...ao cruzar com conhecidos,não cumprimentava nem acenava,apenas elevava o tom do assovio e fazia uma reverência à moda antiga com as mãos.
Gastou então sábados,domingos,segundas-feiras peenchendo o vazio sonoro com seu doce gorgeio.Salupa era feliz agora que acabava de realizar um sonho de infância.Não precisava mais correr atrás do cão para ser atendida,pois aprendera a assoviar...não precisava mais reinventar a letra de uma melodia estrangeira para poder cantá-la,pois aprendera a assoviar!Que maravilhoso é saber assoviar!Poderia até deixar de falar caso quisesse,pois seria sempre compreendida agora que aprendera a assoviar!
Passaram-se muitos dias e meses...Salupa desaprendera a expressar-se sem a presença de um assovio...havia criado um novo idioma composto por palavras que eram frequntemente interrompidas por sons agudos.Ñão se sentia compreendida e acabou por trancar-se em casa sem desejar ver ninguem.Apenas seu cão,que compreendia seu idioma,servia-lhe de companhia.Salupa envelheceu em alguns meses...perdeu dentes e cabelos...perdeu sonhos e caiu no bueiro da calçada.Ninguem pôde socorrê-la,pois quando os passantes tentavam resgatá-la,respondia com assovios...por julgá-la feliz e satisfeita como qualquer pessoa que assovia,ninguem estendeu-lhe a mão.Salupa morreu de fome e frio no bueiro,assoviando em vez de gritar por ajuda.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

No espelho

Ainda não descobri qual é a origem
Deste mal-estar que me arrasta
Que não me faz feliz nem me acrescenta
Quando fui um bote perdido em alto mar,recebia pedidos de socorro
Alertas em vermelho
Ouvia por horas o lamento incansável
Hoje a noite parece mais escura
O ar mais denso,como em grandes altitudes
Sinto que meus membros afrouxaram-se
Que perdi parte de minhas forças
Sinto uma lâmina transpassar meu peito ao final de cada dia
Como se não fosse haver amanhecer
O relógio me trai
A Lua parece não me querer mais como confidente
Aquele brilho que levava nos olhos não existe mais nem no espelho
Que reflete tristemente minha cara vazia
Boca crispada,olhos ciumentos
No fundo da minha imagem surge sempre um animal raivoso
Que nao sabe se ri ou chora a fome e a solidão
Grandes ladainhas noturnas
Flores e cartões rubi
Não sei qual foi a melhor parte da vida que vivi
Nem há quanto tempo me encontro aquia dedilhar segredos no teclado
Não sei nem o que me resta ainda
De quantas misérias ainda vou escapar ou vivenciar
Assim como ignoro o quanto de mim sobreviverá.